ARTIGO

Autogestão no Mundo Corporativo


Por: Carolina Feltrin*


Quem pretende mudar e se desenvolver, criar novas oportunidades, seus olhos devem voltar-se para o futuro com base em ações concretas do presente e respaldados em dados do passado.

Porém, aqui vai um ponto de atenção: tão importante quanto à chegada a metas e aos objetivos, é o da travessia. O caminho a percorrer não pode ser negligenciado em razão da valorização excessiva dos objetivos, do porto de chegada. Algumas pessoas até chegam lá, aonde sempre desejaram, mas o custo emocional é tão alto que acaba reduzindo o sabor da conquista. É preciso planejar o processo e fazer manutenção para evitar naufragar durante a travessia.

Uma vez definido o ponto aonde se quer chegar, o próximo passo é decidir como fazer isso. De uma vez só, ou parando algumas vezes para reabastecer? É possível conseguir tudo num único salto ou é preciso ir aos poucos, numa evolução gradual?

A travessia envolve uma palavra-chave, um conceito tão amplamente difundido que merece reflexão: a estratégia. GERENCIANDO SUA TRAJETÓRIA “Visão sem ação é um sonho. Ação sem visão é um pesadelo”. Provérbio Chinês

No mundo corporativo, é relevante o aprendizado contínuo, da resiliência e da constante adaptação a mudanças. Devido à competitividade crescente, integrou-se na cultura empresarial a ideia de que o ser humano pode se desenvolver, e para este desenvolvimento ocorrer é imprescindível haver um processo estruturado para o desenvolvimento de competências do comportamento. Qualquer pessoa pode-se tornar mais efetivo em qualquer papel como pai, mãe, marido, mulher, vendedor, gerente, diretor, presidente, etc.- ela é o agente que pode criar esta transformação de acordo com o seu desejo de desenvolver-se.

Estamos na Era do Conhecimento e Desenvolvimento Integral do ser humano, e somente com reflexão e esforço podemos construir algo duradouro, que crie o diferencial competitivo entre as organizações. O caminho empresarial se une a excelência individual, demonstrando assim que o fator crítico para o sucesso é desmistificar o fator humano na empresa, concebê-lo como ser racional e emocional, acoplando o desenvolvimento tecnológico ao aperfeiçoamento do ser humano. Assim como, as mais recentes pesquisas nas organizações têm indicado novos critérios de avaliação do ser humano, já não importa somente a inteligência, intelectualmente falando, nem a formação ou grau de especialização, mas também, e principalmente a maneira como lidam com os outros e consigo mesmo. Além disso, indicam que as habilidades humanas são as qualidades inerentes aos profissionais de sucesso, muito particularmente para os cargos de liderança.


* Graduada em Psicologia pela PUCPR, com Especialização em Administração com ênfase em RH. Formação em Coaching Executivo e Empresarial pela ABRACEM. Especialista em Dinâmica dos Grupos pela SBDG; Formação em Análise Transacional pela UNAT Brasil.