ARTIGO

A Saúde das Mídias Sociais Vão Bem, Mas e a dos Meus Relacionamentos?


Por: Arlete Zagonel Galperin*


Dados do IBOPE revelados no mês de março mostram que dos 53,3 milhões de brasileiros que usam a internet – seja via desktop, tablets, notebooks ou celulares; 46 milhões já aderiram ao uso de redes sociais como facebook, linkedin e twitter para manter tanto relacionamentos afetivos quanto profissionais.

Este alto número de adesão é preocupante quando se pensa que quanto maior o uso das redes sociais via internet, menor é a interação pessoal entre os indivíduos. Amizades agora são medidas em número de “curtir” e “compartilhamentos”, não mais entre encontros presenciais ou conversas tradicionais como por telefone ou até mesmo pessoalmente.

As tendências apontam profissionais mudando seus hábitos de relacionamento para uma menor frequência dos contatos presenciais. No ímpeto de se conectarem todo o tempo com o mundo virtual por meio de redes sociais, estas pessoas deixam de estabelecer contatos pessoais que oportunizam o toque, a exposição de um olhar, um tom de voz expressivo, enfim atos que mantém uma sensação viva de afeto. E nada substitui o sentimento que permeia os relacionamentos!

É comum encontrar pessoas que preferem utilizar meios eletrônicos para comunicar-se, até mesmo quando o outro se encontra no mesmo ambiente. As opiniões e trocas de ideias são realizadas por redes de relacionamento via web, sendo que o bate papo é on-line para comunicar mesmo algo banal para um amigo ou colega.

Mesma coisa acontece em ambientes organizacionais, sendo que os relacionamentos mantidos em times de trabalho se transformam em uma série de contatos virtuais, onde as decisões e as ações estabelecidas são compartilhadas por meio de e-mails, reuniões realizadas via teleconferências, mensagens e solicitações transmitidas via e-phone.

Entretanto, para que uma equipe se mantenha viva e energizada, alicerçada em laços de confiança e comprometimento é preciso que esteja estimulada por meio do contato pessoal, do calor humano, da emoção, do tato e tantas outras manifestações emocionais. Manifestações estas que oferecem a sensação de bem estar, de ser considerado em suas necessidades e expectativas e de ser aceito e reconhecido enquanto pessoa. Só assim, é estabelecida uma relação maior de prazer na entrega de resultado, de desempenho satisfatório e de realização pessoal.


* Mestre em Organizações e Desenvolvimento (FAE); Pós-graduada em RH (PUC); Graduada em Psicologia (UTPR); Diretora da ABRH-PR; Diretora/Consultora de RH da ZHZ Consultores em processos de assessment, Programas de desenvolvimento de lideres e equipes e orientação de mercado.