ARTIGO

A Dança das Equipes: Uma Aprendizagem Contínua


Por: Arlete Zagonel Galperin*


Comparadas a uma melodia, as equipes possuem uma sucessão de ritmos que devem ser alinhados e combinados para que funcionem e provoquem resultados harmoniosos. Cada equipe tem sua fase de maturação e passa por etapas nas quais seus membros se conhecem, se integram e identificam e, por final, amadurecem os relacionamentos. Tal qual uma melodia, é necessário um tempo de estudo e conhecimento de seus elementos para que as devidas adaptações sejam feitas.

Desenvolver equipes significa capacitar pessoas para o trabalho em conjunto. Um grupo inicia sua agregação a partir de objetivos comuns, necessários para que, juntamente com a organização, funcione compatível com as suas metas. O grupo vai se integrando e formando uma verdadeira equipe, um time de trabalho, à medida que amadurece suas relações. A confiança, o respeito e o comprometimento formam um alicerce, para que a estrutura que sustenta a formação de equipes de alto desempenho seja forte e consistente.

Uma equipe madura é apontada como portadora de comunicação eficiente, na qual: a assertividade e a prática de feedback sejam transparentes, saudáveis e propícios; haja respeito às individualidades dos seus membros (o que propicia a uma potencialização de diferenças individuais para a busca de complementaridade); seja possível a confrontação de conflitos (sempre presentes em uma equipe) de forma direta e pontual, percebidos como oportunidades de aprendizagem.

A harmonia que se procura ter em uma melodia, criando e relacionando acordes, se transforma, dentro de uma equipe, na busca constante de aprendizagem sobre a convivência humana. Se houver um descompasso, é preciso ser persistente e readequar os relacionamentos. Esta capacidade para a convivência leal, sincera e saudável pode ser desenvolvida naqueles que gostam de pessoas, que sentem prazer em estar perto de seus semelhantes, aprendendo e trocando idéias, ajudando e recebendo ajuda, enfim, crescendo juntos.

Equipes possuem seu ciclo de vida, se formam e se desintegram. Equipes têm funcionamento próprio, pois seus integrantes se comportam de maneira ímpar e isto faz a diferença. As mudanças ocorrem em maior ou menor grau de velocidade, dependendo das características e peculiaridades do grupo. Por isto, é importante a preparação do profissional para uma contínua aprendizagem de aceitar novas formações e perdas necessárias.

Como ocorre no mercado de trabalho de forma geral, a dança das equipes exige um constante aperfeiçoamento do profissional em sua área de negócio, visto que as mudanças que ocorrem no cenário mundial acontecem com grande velocidade. Os profissionais procuram se conectar o mais rápido possível às novas tecnologias e ferramentas, estabelecendo metas cada vez mais ousadas e superando expectativas.

Tal qual a música, que faz referência à beleza da forma e à viveza das emoções, a equipe pode utilizar-se de seus encantos e prazeres para compor uma entrega de trabalho com qualidade e quantidade, acompanhada da realização profissional e pessoal de cada ser humano que a compõe.


* Mestre em Organizações e Desenvolvimento (FAE); Pós-graduada em RH (PUC); Graduada em Psicologia (UTPR); Diretora da ABRH-PR; Diretora/Consultora de RH da ZHZ Consultores em processos de assessment, Programas de desenvolvimento de lideres e equipes e orientação de mercado.