ARTIGO

Assessment: Valorização de Talentos


Por: Arlete Zagonel Galperin*


Empresas estão investindo no conhecimento de seus funcionários e valorizando os seus talentos. Estão deixando de avaliar com a única finalidade de exigir melhores desempenhos, classificando esta entrega com notas e critérios somente com a intenção de procurar meios para gerar lucros para a empresa através de seus funcionários. Sabemos que é necessário a sobrevivência de uma empresa com a produtividade gerada por seus empregados, mas as alternativas podem ser mais autênticas, contando com a troca entre empresa e funcionário.

Segundo pesquisa realizada com 1.073 executivos pela Deloitte, publicada em abril de 2016, os RHs não estão satisfeitos com a forma que julgam o desempenho de seus funcionários, sendo que 39% dos executivos entrevistados analisaram novamente seus métodos e melhoraram suas avaliações, 31% ainda estão revendo seus processos, 16% planejam rever a avaliação e 12% estão sem planos de rever. Os demais entrevistados não tem resposta.

Esta investigação mostra que julgar desempenho tem gerado controvérsias, tempo desperdiçado, rótulos pelo que realizaram no passado. O processo de assessment se instalou como processo mais individualizado, onde o profissional ganha uma grande oportunidade de olhar seu futuro com um plano de desenvolvimento profissional nas mãos. Segundo alguns especialistas, a avaliação de desempenho não reflete de forma especifica as contribuições dos indivíduos e consequentemente contribuem pouco para o negócio da empresa. O adequado é entender o que o individuo tem de melhor para que reverta em resultados para a organização. E o assessment é um processo que pode estar em sintonia com este conceito mais atual.

Entretanto, para que o processo de assessment seja mais exato, fidedigno e traga um perfil nítido de seus funcionários, alguns cuidados devem ser seguidos, tais como:

  • Conhecer a empresa em suas entrelinhas, considerando seu clima organizacional, seu negócio, suas expectativas de futuro e seu modelo de gestão;
  • Escolher as ferramentas que se encaixem e tragam as melhores informações para a realidade da empresa solicitante do assessment;
  • Ser executado por profissional que tem domínio do processo;
  • Contar com uma devolutiva que traga crescimento ao profissional, propondo um plano de desenvolvimento prático e associado ao que a empresa tem de expectativa para seu crescimento e por último;
  • Promover o envolvimento do processo com o gestor do funcionário e com o RH.

Por fim, a palavra chave é desenvolvimento. Desenvolver cada funcionário no que tem de talento para que entregue o melhor e se sinta realizado em sua profissão, almejando constantemente melhorias para a sua carreira e para a organização que faz parte. E nesta perspectiva o assessment pode contribuir na análise complexa que existe entre ambos: pessoas e organizações.


* Mestre em Organizações e Desenvolvimento (FAE); Pós-graduada em RH (PUC); Graduada em Psicologia (UTPR); Diretora da ABRH-PR; Diretora/Consultora de RH da ZHZ Consultores em processos de assessment, Programas de desenvolvimento de lideres e equipes e orientação de mercado.